segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A gente corre com medo de chegar atrasado
No entanto, ele está lá sentado à nossa espera
Faz mais de cinco horas
Pacientemente nos dá a mãozinha
E diz que está com fome
"Quer comer o quê?"
"Compra uma pipoca pra mim, mãe."

domingo, 2 de outubro de 2011

O ontem me desafia
É como um duelo
Entre o meu querer
E a minha timidez
Não sou o tipo de chegar
Dizer coisas mentirosas
Não sei me dizer
Acho que é isso
E sem saber me dizer
Como posso falar
Do ontem?
Ontem eu vi gente
Gente pobre
Gente que ganhou morada
No mundo, na sociedade
Gente sem pão pra comer
Gente que cria um cachorro
Gente com casinha arrumada
Quis chorar por aquela gente
E a gente pensa que sofre!

Mãozinhas de seda

Ela tinha pequenas mãozinhas
Pareciam tecido de seda
Eram finas e delicadas aquelas mãozinhas
Eu, menino, não vi que beleza
Tocava meu corpo de mansinho
E eu nem ligava, nem ligava
Dizia que nada ia me prender
De repente, fui preso em mim
A saudade das mãozinhas de seda
Hoje são cacos de vidro em meu pranto
Adeus! Minhas mãozinhas de seda!
Para gritar é preciso ter coragem
Esquecer todas as normas da sociedade
Sair nu do subúrbio do esquecimento
Vencer-se diante do lobo faminto
Gritar o grito das madrugadas.
Onde está a estrela
O cálice com vinho
A sétima arte
O bilhete amassado?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Às crianças do Tibete.

Quando a China for só uma lembrança
Vocês poderão brincar de bola de gude
E cantar o Hino Nacional do seus país
Soltar o passarinho da gaiola
E andar pelas ruas... Ainda há poesia!